Tags

Tive medo de ceder, mas deixei escapar pelas vontades maiores que dominavam aquele dia. Era a frase mais bonita para salvar uma noite de despedida, que ainda tua presença não conseguira preencher, mas transbordava em ansiedade de fazer, como se bastasse somente meu querer. Foi singelo como o primeiro amor, quando ainda não existem feridas abertas, nem cicatrizes em peles mortas.

Pretensões disfarçadas por meios olhares, palavras contadas entre os toques dos dedos; carinhos de leve e beijo apertado para encobrir os espaços vazios, do que ficou pra trás. Todas as vezes evitava o sono pra não sonhar, pois de tão perfeito que era, a realidade se aproximava do pesadelo e era tortura retornar. As manhãs que esperei teu abraço voltaram pra lembrar que sou um só, que isso aqui se vive uma vez, e segundas chances são exceções sem a graça de errar.

Em minhas mãos a razão mais forte pra reviver ou prosseguir sem lembrar. Não poderia negar sem me martirizar por todos os outros anos. Não há escolha sem risco, há só arrependimentos e impotências escoradas em possibilidades vencidas.

Quero de novo o brilho que estava em teus olhos naquele dia.