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Confesso haver certo deleite em contrariar o provável. Quem imaginaria o êxito de um sentimento que suplica por companhia, com quase oitocentos quilômetros de separação? Talvez durante algum tempo até nós mesmos questionamos em pensamento onde isso chegaria. Mas eram dúvidas momentâneas, carregadas de passado e medo baseados em erros que não existem mais.

Não sou escritor, embora mantenha eminente admiração pelos que se expressam sem reservas e pelas escolhas acertadas das palavras, e por vezes me proponho a tentativas de descrever sentimentos e emoções. Encontro-me preso a limites que me impedem de vôos maiores, mas de onde consigo te ver é o suficiente para não almejar nenhuma outra paisagem.

Tuas formas em movimento e as milhões de cores do teu rosto sob a luz do sol são antídotos para a minha alma comumente prestes a desabar. O frescor emana do peito enquanto cada centímetro do meu corpo se preenche do teu. Os abraços – quando em presença – ocultam todos os sons que não emitam as vibrações de nossa doce colisão. A propagação do nosso amor deve contagiar até o inanimado mais próximo.

Eu te observo dormir e aprecio a agradável dúvida entre te acordar ou te olhar mais um pouco; é quando tu percebe minha presença e acorda pela metade, me puxa para mais perto implorando por carinho, e pra dormir mais alguns minutos.

Não sei se ouvir tuas músicas agora causam mais consolo ou saudades. Já passou da hora de dormir, mas queria dizer. Eu espero por amanheceres que se repitam ao teu lado, e declarações espontâneas seguidas de afagos. Os planos daquela viagem para longe ainda estão de pé. Fotografar tua beleza para relembrar anos depois em qualquer sábado a noite em casa. Eu beijo o teu sorriso de felicidade, e é só isso que eu poderia querer, a mesma verdade para mim e você.

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