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Superestimei os aprendizados de minhas quedas e pensei ter me tornado mais próximo do inabalável. Mas se é sobre duas pessoas, muito conhecimento de si próprio jamais será suficiente. É tentando te entender que me esvazio do que sei sobre mim. E há considerável relação com o caminho supostamente seguro que projetei para os meus sentimentos andarem sem precipitação.

A naturalidade com que tu me arrebata da rotina extasia as dores dos planos errados. Como o instintivo respirar para manter a vida parece ser tua existência na minha. Tais representações palpáveis das poesias de amor até me restabelece a esperança no mundo, e não há maior milagre que isso.

O amor é clichê porque é a própria felicidade ininterrupta, e os intervalos quando o medo teima em tomar à frente devem ser combatidos com toda a dureza de quem luta pela vida. Desandar pode ser desastroso quando ofusca as boas memórias. E ninguém vê, além de nós, a luta interna para manter-se firme quando as circunstâncias parecem abraçar a decepção.

Ainda assim, o que há de ser mais belo do que nós dois? Diz ser a causa do medo, mas sei que em simultâneo te fascina. Devo esperar a jurisdição do tempo sobre as coisas que não entendo, ou a compreensão irremediável é a sina de não saber lidar? São perguntas que aspiro responder ainda que a resposta seja “não sei”.

“Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.” {1 Coríntios 13:7}

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