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Minha mãe conta que quando eu era bem criança disse que aos 12 anos não precisaria mais dela, pois imaginava que então seria independente o suficiente. Mas claro, me enganei.

Quando cheguei a adolescência, já com um pouco de cautela julguei que a partir dos 20 teria mais certezas, um estado de satisfação comigo e o mundo. Mas também não foi assim.

Hoje pondero sem tantas garantias que “aceitar” vem antes de “compreender”. Mas não um “aceitar” de quem se submete e se entrega, e sim para conseguir continuar enquanto abandona alguns fardos. A idade é o que menos importa, se a experiência própria costuma sempre vir tarde demais.

Viver pode ser definido como a compreensão da condição de ignorante, mas que não signifique a perda do ânimo na busca por respostas que não têm. Para suportarmos a nós mesmos e aos outros, viver é acumular exceções, e o melhor é ter por perto quem faça o mesmo por nós.

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